No domingo, dia 25 de outubro, acontece o 2º turno das eleições no Brasil. O debate tomou conta das redes sociais e segue dividindo o país.
Iremos eleger o presidente e os governadores do Distrito Federal, Tocantins, Acre, Espírito Santo, Amazonas e Rio Grande do Norte.
A saúde deveria ser uma questão suprapartidária, mas não é. Deveria ser uma política de Estado, com “E” maiúsculo, que não envolvesse ideologias, partidos políticos ou preferências pessoais, mas não é. Os candidatos fazem opções de governo que podem impactar negativamente uma área de tamanha relevância para nós. Pouco avançamos em Doenças Raras no Sistema Único de Saúde (SUS). Não é o momento de retrocedermos.
Saúde é um direito constitucional, não é mercadoria (ou não deveria ser), tampouco deveria estar atrelada a quanto de dinheiro a pessoa tem para acessá-la.
É por isso que defendemos a implementação de políticas públicas de saúde, de proteção social e de acesso às tecnologias para a comunidade Huntington e todas as Doenças Raras. Ninguém escolhe nascer em uma família impactada por uma doença tão grave como Huntington.
O estatuto da ABH veda qualquer tipo de vinculação político-partidária:
“Art. 2º – A ABH não fará vínculos políticos, partidários ou religiosos, nem qualquer distinção quanto à origem, raça, sexo, cor, idade, opção política, credo religioso ou qualquer outra forma de discriminação aos beneficiários, associados e outras pessoas envolvidas com a Entidade.”
Isso não significa que não falamos sobre política, que não temos opinião ou que as pessoas que compõem a ABH não tenham preferências partidárias. É que, sendo um coletivo, somos formados por pessoas com experiências, realidades e pontos de vista distintos.
A ABH seguirá propondo reuniões, articulando projetos de lei e mobilizando a nossa comunidade para reivindicar melhorias com quem quer que esteja no poder.
Não é uma questão de escolha, mas sim de sobrevivência. Fazemos isso há 29 anos. E faremos até não haver razão para existirmos.
Deputados estaduais e federais, senadores e a maioria dos governadores foram eleitos no 1º turno. Agora é com eles que precisaremos dialogar, falar sobre a DH, cobrar melhorias e implementação de políticas públicas de interesse de nossa comunidade.
Por isso, antes de tomar a decisão sobre em quem votar para governador e presidente, considere algumas questões:
- O que o(a) meu(minha) candidato(a) pensa a respeito da saúde? Quais são seus planos?
- O que ele(a) pensa a respeito de aposentadorias (normal e por invalidez), BPC, remuneração para cuidadores? Quais são seus planos?
- O que ele(a) pensa a respeito dos mecanismos de proteção social para pessoas com Doenças Raras como a DH?
- Quais são seus planos para fomentar a pesquisa nacional e estrangeira e para a incorporação de medicamentos no SUS? Ele(a) propõe mais investimento em saúde ou menos?
- O que pensa a respeito das minorias sociais (tendo em vista que nós fazemos parte de uma minoria: a de PcD/doentes raros)?
- E, além de saber o que pensa, analise seu plano de governo e reflita se os projetos são viáveis. Se forem, quais impactos terão na comunidade Huntington.
Como sempre, reforçamos em nossas mensagens: “Sem conhecimento, não há políticas. Sem políticas, não há cuidado”.
Independentemente de sua escolha, vote! Exerça a sua cidadania. Precisamos de dias melhores para a comunidade Huntington. Não descansaremos até que esse dia chegue.

